segunda-feira, 11 de março de 2013

Quinta da Malagueira

O senhor conde da Ervideira não era só um aristocrata distinto. Era um grande lavrador, era sobretudo um grande artista.
Foi muitas vezes encontrado em Lisboa em manifestações de Arte. Mas se outra coisa o Sr. Conde da Ervideira, não tivesse produzido para demonstrar a sua alma de grande artista bastava visitar a Quinta da Malagueira e saber o que era essa propriedade, para, convencido ficar das grandes faculdades artísticas do grande lavrador alentejano.
Ninguém deve visitar Évora sem ir à Malagueira. Essa quinta constituía na época já uma das melhores maravilhas da nossa cidade.
É um parque de Versailles em ponto pequeno.
Na Malagueira havia cantinhos que atraíam o visitante, tal a sua beleza. A quinta continha uma imensidade de cascatas com estatuetas carramacheis e tudo quanto a fantasia dum artista podia conceber ali se encontra naquele conjunto. E devo confessar: no género nunca entramos melhor, no país. É um mimo, e desse mimo de arte moderna foi mandado executar por um homem artista alentejano. É esse jovem artista alentejano. É esse jovem que é o senhor Conde da Ervideira tinha 70 anos.
A Malagueira era um recinto de arte, um dos mais interessantes do género que existia no Alentejo.
Temos que deixar aqui bem vincado o esforço levado a cabo pelo Senhor conde da Ervideira para dotar Évora com uma autentica preciosidade como é o recinto que estamos descrevendo, que muita gente podia visitar uma vez que o senhor conde não se opunha que visitassem a sua bela quinta.
Évora ficou-lhe devendo esse altíssimo serviço. Causava admiração aos visitantes como é que em tão pouca quantidade de terra podíamos encontrar tanta beleza, tanta arte e tão bom gosto.
Isto se devia ao Senhor Conde da Ervideira, que nunca descansava e que constantemente estava pensando em beneficiar a sua obra com novos melhoramentos, aspectos mais artísticos.
Uma das coisas que se notava logo à entrada era a sua esmerada limpeza em que se encontrava toda a quinta. Até mesmo no cair da folha não se via a mais simples folha ou sequer um pau de fósforo.
Havia gente encarregada e instruída para que a quinta se mantivesse sempre no máximo asseio.
Os elogios aqui deixados não são para o homem mas sim para obra que ele criou. 

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